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Vídeos sobre “epidemia de micropênis” em crianças geram desinformação

Conteúdos nas redes sociais induzem pais a buscarem tratamentos inadequados e a se preocuparem com um problema que, na verdade, é raro

24/03/2026 07h30 Atualizado há 29 horas

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

Nos últimos meses, surgiram nas redes sociais vídeos falando de uma suposta “epidemia de micropênis” em meninos, muitas vezes defendendo o uso precoce de testosterona como solução. Há publicações com até 600 mil compartilhamentos. Para médicos, essa avalanche de informações pode levar pais e responsáveis a acreditarem que essa é uma condição comum ou que qualquer suspeita de tamanho menor exige tratamento hormonal. 

A desinformação começa pelo fato de que um eventual problema no órgão sexual não se restringe ao tamanho. “Micropênis é um diagnóstico médico objetivo, não uma impressão visual”, explica o urologista Leonardo Borges, do Einstein Hospital Israelita. Essa é uma condição rara, que afeta cerca de 0,06% dos meninos. O diagnóstico é definido a partir de uma medida padronizada do comprimento peniano esticado, comparada com curvas de referência para idade e estágio puberal. “Não basta parecer pequeno. É preciso medir corretamente e interpretar no contexto clínico”, frisa Borges.  

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