Vacina contra HPV mostra proteção duradoura após 12 anos, aponta estudo
Pesquisa acompanhou 270 mil mulheres e reforça a importância de imunizar adolescentes desde o início da vida sexual
Fernanda Bassette, da Agência Einstein
Um estudo populacional realizado na Escócia traz novas evidências de que os efeitos da vacinação contra o papilomavírus humano, o HPV, são duradouros. A pesquisa acompanhou mais de 270 mil mulheres por até 12 anos após a imunização e mostrou uma redução sustentada das lesões cervicais de alto grau, alterações pré-cancerígenas diretamente ligadas ao risco de evolução para o câncer de colo do útero.
Essa doença ainda representa um importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Por aqui, é o terceiro tipo de câncer mais incidente em mulheres, com 17.010 casos novos estimados por ano, no triênio 2023-2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Além do rastreamento, a vacinação contra o HPV vem se consolidando como a principal estratégia para prevenir não só o câncer, mas também as lesões que antecedem a doença, já que o vírus é o principal causador dessas condições.