Uso prolongado de remédios para dormir pode afetar bem-estar de idosos
Pesquisa associa prejuízos cognitivos e aumento do risco de queda em idosos que fazem o uso crônico dessas medicações; especialistas defendem estratégias de desprescrição
Por Ana Andrade, da Agência Einstein
Cada vez mais comum, a dificuldade para dormir tem levado muitas pessoas que sofrem com distúrbios do sono, como a insônia, a recorrerem a medicamentos para conseguir descansar. Mas um estudo publicado em outubro na revista The Lancet Regional Health mostra que essa dependência pode trazer riscos.
Pesquisadores simularam dois futuros para um mesmo grupo populacional de 15,3 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Todas tinham acima de 50 anos e faziam uso regular de medicamentos para dormir. No primeiro cenário, o uso da droga foi mantido; no outro, interrompido. Os resultados demonstram que evitar o uso das medicações reduziu o comprometimento cognitivo ao longo da vida, além de ter sido observada uma melhora considerável no tempo e, principalmente, na qualidade de vida desses pacientes.