Tratamento do Alzheimer avança, mas cura ainda é sonho distante
Pesquisas se aprofundam na compreensão da doença e novos fármacos prometem controle dos sintomas. Mas questões em aberto e desigualdade sociais precisam ser superadas
Por Bruno Bucis, da Agência Einstein
Responsável por seis em cada dez casos de demência no mundo, o Alzheimer é um dos maiores desafios de saúde pública global atualmente. E a tendência é de que isso se intensifique nas próximas décadas: até 2050, mais de 4 milhões de brasileiros viverão com a doença, de acordo com projeções do Ministério da Saúde.
Diante desse cenário, a ciência busca formas de diagnóstico e tratamento mais eficazes. Nos últimos cinco anos, surgiram os primeiros medicamentos capazes de atuar não apenas nos sintomas, mas também em mecanismos ligados à origem da doença, como o acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro. Em paralelo, progridem pesquisas que podem tornar o diagnóstico mais simples e acessível, incluindo exames de sangue.