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Tabu sobre sexualidade de jovens autistas abre brecha para riscos à saúde

Negligência com a educação sexual desde a infância pode levar a uma série de problemas que afetam tanto o próprio indivíduo quanto as pessoas de seu convívio

22/02/2026 07h30 Atualizado há 3 dias

Por Arthur Almeida, da Agência Einstein

A sexualidade de adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) ainda é tratada como um tabu. Muitos pais e responsáveis acreditam que falar sobre o assunto poderia incentivar práticas sexuais precoces ou ferir a “inocência” dos filhos. No entanto, um estudo publicado em novembro na revista Ciência & Saúde Coletiva indica que evitar essa conversa pode ser mais prejudicial por abrir espaço para desinformação e riscos à saúde.

Conduzida pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a revisão identificou que, apesar de pessoas autistas vivenciarem as transformações hormonais da puberdade da mesma maneira que indivíduos neurotípicos, a forma como essas mudanças são percebidas é diferente. O crescimento de pelos, a primeira menstruação e as mudanças na voz podem não ser imediatamente compreendidas, e a falta de leitura das normas sociais faz com que esses adolescentes tenham mais dificuldade para interpretar limites, privacidade e expectativas associadas ao seu corpo e ao dos outros.

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