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Mulher negra, profissional de saúde, sentada usando luvas e máscara

Rotina de trabalho irregular na juventude impacta saúde após os 50 anos

Estudo mostra relação entre horários, qualidade do sono e bem-estar; fatores socioeconômicos como gênero, raça e nível educacional impactam na condição de trabalho e, consequentemente, na qualidade de vida

11/07/2024 08h00 Atualizado há 2 anos

Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein

Um novo estudo da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, mostra como rotinas de trabalho não convencionais podem comprometer o bem-estar a longo prazo. O levantamento aponta que há uma relação entre horários irregulares ao longo da vida — algo normalmente associado a empregos precários — a prejuízos ao sono e à saúde a partir dos 50 anos de idade.  

Segundo o artigo, as transformações sofridas pelo mercado de trabalho desde a década de 1980, com incremento tecnológico e aumento da demanda por serviços, têm exposto trabalhadores a condições mais negativas, como plantões imprevisíveis e jornadas irregulares. E essas características se tornaram comuns no mundo todo. Para piorar, aqueles mais vulneráveis socialmente são os mais sujeitos a esquemas de trabalho pouco saudáveis.  

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