Redes sociais ampliam desinformação sobre saúde mental, aponta estudo
Revisão identificou alta frequência de conteúdos imprecisos em plataformas digitais, com riscos de autodiagnóstico, banalização de sintomas e atraso no tratamento
Por Léo Marques, da Agência Einstein
As redes sociais viraram consultório improvisado para milhões de jovens em busca de respostas sobre ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), autismo e outros transtornos mentais. O problema é que boa parte dessas respostas pode estar errada.
Uma revisão sistemática publicada em março no Journal of Social Media Research analisou a qualidade e a precisão das informações de mais de 5 mil postagens sobre saúde mental em plataformas como TikTok, YouTube, Instagram, Facebook e X. A conclusão: até 56% desses conteúdos eram imprecisos ou sem fundamento.