Raro e agressivo, câncer de bexiga demanda diagnóstico ágil e precoce
Novas diretrizes médicas reúnem orientações para padronizar o diagnóstico e o tratamento da doença, reduzindo desigualdades no atendimento
Por Thais Szegö, da Agência Einstein
Publicadas em julho, as novas diretrizes nacionais para o diagnóstico e o tratamento do câncer de bexiga buscam reduzir desigualdades no atendimento e orientar a prática médica no país em relação à doença, cujos casos devem chegar a 13.110 ao ano, no período entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Entre as principais recomendações do novo documento estão estratégias para reduzir a recorrência desse tipo de câncer, como o uso da BCG — imunoterapia aplicada diretamente na bexiga para estimular o sistema imunológico a combater células cancerígenas — em pacientes de risco intermediário e alto, além da incorporação de novas imunoterapias e terapias-alvo para casos avançados. O documento também propõe uma classificação mais precisa do risco de progressão da doença, permitindo individualizar o tratamento.