Quando jogar deixa de ser diversão: conheça o transtorno do jogo eletrônico
Na maioria dos casos, os games promovem diversão; mas para alguns indivíduos podem ser o gatilho de uma condição psiquiátrica que demanda cuidados
Por Léo Marques, da Agência Einstein
Para milhões de brasileiros, apertar start faz parte da rotina. Por aqui, três em cada quatro pessoas têm o hábito de jogar games digitais, segundo a 13ª edição da Pesquisa Game Brasil, publicada este ano. O público já não se restringe aos adolescentes: as gerações Z e Millennials lideram o consumo, mas quase metade dos Baby Boomers também joga. As mulheres representam 52,8% dos jogadores, e o celular virou a principal porta de entrada para esse universo, correspondendo a 44,1% do uso, seguido por console (24%) e computador (21,2%), segundo o levantamento.
Os números ajudam a entender por que especialistas passaram a olhar com mais atenção para um problema que afeta uma parcela pequena, mas significativa, dos jogadores: o transtorno do jogo eletrônico, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2018. O quadro se caracteriza como doença quando o indivíduo prioriza o jogo em detrimento de outras atividades, comprometendo rotina, estudo, trabalho ou relacionamentos.