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Quando jogar deixa de ser diversão: conheça o transtorno do jogo eletrônico

Na maioria dos casos, os games promovem diversão; mas para alguns indivíduos podem ser o gatilho de uma condição psiquiátrica que demanda cuidados

14/08/2026 07h30 Atualizado há 3 dias

Por Léo Marques, da Agência Einstein

Para milhões de brasileiros, apertar start faz parte da rotina. Por aqui, três em cada quatro pessoas têm o hábito de jogar games digitais, segundo a 13ª edição da Pesquisa Game Brasil, publicada este ano. O público já não se restringe aos adolescentes: as gerações Z e Millennials lideram o consumo, mas quase metade dos Baby Boomers também joga. As mulheres representam 52,8% dos jogadores, e o celular virou a principal porta de entrada para esse universo, correspondendo a 44,1% do uso, seguido por console (24%) e computador (21,2%), segundo o levantamento.

Os números ajudam a entender por que especialistas passaram a olhar com mais atenção para um problema que afeta uma parcela pequena, mas significativa, dos jogadores: o transtorno do jogo eletrônico, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2018. O quadro se caracteriza como doença quando o indivíduo prioriza o jogo em detrimento de outras atividades, comprometendo rotina, estudo, trabalho ou relacionamentos.

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