Por que nem todo surto de doença grave vira pandemia?
Casos recentes de hantavírus e ebola chamaram a atenção de autoridades sanitárias, mas nem toda doença grave tem potencial para se espalhar
Por Marília Marasciulo, da Agência Einstein
O temor de uma nova pandemia segue vivo. No início de maio, um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro no Atlântico deixou três mortos e levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a coordenar evacuações, avaliação de risco e resposta internacional. Na África, o surto de ebola causado pelo vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda chega a 695 casos confirmados e 138 mortes, segundo boletim da OMS do último dia 13 de junho.
O caso de hantavírus foi descrito como grave, mas contido, e sem restrições de viagem naquele momento. No Brasil, o Ministério da Saúde informou que o surto não representava risco para o país, pois a variante relacionada ao episódio no navio não tem circulação registrada em território nacional. Até maio, o Brasil havia confirmado sete casos e um óbito, sem relação com a situação internacional.