Por que a recuperação de movimentos após paralisias é tão desafiadora
Avanços em reabilitação e tecnologias assistivas ampliam a autonomia de pacientes com lesões neurológicas, mas a ciência segue em busca de soluções para reverter o quadro
Por Marília Marasciulo, da Agência Einstein
No início de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de um estudo clínico de fase 1 com a polilaminina, biomaterial derivado de uma proteína encontrada na placenta que está sendo investigado como potencial aliado na regeneração da medula espinhal. A substância, desenvolvida por uma parceria entre pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a farmacêutica brasileira Cristália, vem sendo tratada como uma nova esperança para pessoas com paralisia.
O estudo é apenas o início dos testes em humanos, que costumam se dividir em quatro fases. A primeira avalia a segurança da substância, com poucos voluntários; a segunda observa sua eficácia em pacientes com a condição-alvo; a terceira amplia o número de participantes para validar os resultados em escala; e a quarta, já com o produto no mercado, acompanha efeitos adversos raros e aqueles que só aparecem com uso mais disseminado. Se tudo correr conforme o esperado, a expectativa da fabricante é comercializar a polilaminina entre 2027 e 2028.