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Por que a nova insulina disponível no SUS é considerada um avanço

Análogo de insulina glargina mantém níveis mais estáveis ao longo do dia e permite menos aplicações, o que pode melhorar a adesão ao tratamento

02/04/2026 07h30 Atualizado há 15 dias

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

No início de fevereiro, o Ministério da Saúde iniciou o que é considerado um avanço no tratamento do diabetes: a transição do uso da insulina humana NPH para a glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A principal diferença está no funcionamento do medicamento: desenvolvido para liberação lenta e contínua, ele mantém níveis de glicose mais estáveis ao longo do dia e pode favorecer a adesão ao tratamento.

Enquanto a insulina humana NPH costuma agir por cerca de oito horas, exigindo reaplicações ao longo do dia, a glargina pode ser administrada apenas uma vez ao dia. “Ela foi desenvolvida para ter uma duração média de 18 a 24 horas no organismo. Isso faz com que permaneça mais tempo no corpo e facilite o uso por quem precisa aplicá-la”, explica o endocrinologista Gustavo Daher, do Einstein Hospital Israelita.

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