Ombro “congelado” está ligado à menopausa? Estudos indicam que sim
Rigidez e dores intensas na região têm aparecido com frequência em mulheres nessa fase e a ciência começa a investigar o porquê
Por Léo Marques, da Agência Einstein
A turismóloga Camila Gil, de 43 anos, lembra exatamente quando percebeu que algo estava errado. A dor no ombro começou discreta, como um cansaço muscular após um dia comum. Em poucas semanas, porém, tarefas simples passaram a ser um desafio. “Vestir uma blusa, colocar o braço para trás, pentear e lavar o cabelo e até dirigir passaram a ser tarefas dolorosas”, conta. “Levantar o braço acima da cabeça ou alcançar algo em uma prateleira se tornou impossível. Uma dor insuportável.”
Após meses de consultas e exames, veio o diagnóstico: capsulite adesiva, conhecida popularmente como “ombro congelado”. A condição ocorre quando a cápsula que envolve a articulação do ombro, um tecido normalmente flexível, passa por um processo inflamatório e se torna grossa e rígida. “É como se essa cápsula estivesse toda retraída. Por isso, o ombro vai perdendo o movimento e restringindo a mobilidade”, explica o ortopedista Sandro da Silva Reginaldo, especialista em ombro, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.