O que influencia na complexidade de um transplante?
Procedimentos envolvendo múltiplos órgãos, retransplantes ou pacientes com alto risco exigem tecnologia, equipes especializadas e avaliação rigorosa antes mesmo da cirurgia
Por Bruno Bucis, da Agência Einstein
Os transplantes de alta complexidade ainda são um dos principais desafios da medicina contemporânea. Embora a tecnologia para transplantar órgãos avance, permitindo até a realização experimental de transplantes com órgãos de animais, muitos procedimentos exigem técnicas e equipes especializadas que ainda são raras no Brasil.
Embora não exista um critério único, os transplantes de alta complexidade, em geral, são aqueles que envolvem pacientes com quadros de saúde graves, que já tenham passado por transplantes previamente ou que necessitem da doação de múltiplos órgãos de uma só vez. “Existem muitos fatores que levam um transplante a ser considerado de alta complexidade, mas todos eles estão associados ou ao risco mais iminente de morte do paciente ou a necessidade de tecnologias especializadas”, resume o pneumologista José Eduardo Afonso Júnior, coordenador médico do Programa de Transplantes do Einstein Hospital Israelita.