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O que explica os casos em que as canetas “emagrecedoras” não funcionam

Resposta desigual, efeitos colaterais e custo-benefício expõem os limites desses medicamentos no tratamento da obesidade

27/04/2026 07h30 Atualizado há 49 dias

Por Marília Marasciulo, da Agência Einstein

A quebra da patente da semaglutida, em março, aumentou a expectativa por alternativas mais acessíveis das chamadas canetas antiobesidade ou “emagrecedoras”, entre as quais estão medicamentos como Ozempic e Wegovy. O que muitos não sabem, porém, é que os efeitos desses fármacos na perda de peso estão longe de ser uniformes — há evidências de que um em cada dez pacientes não atinge o peso esperado nos primeiros meses de uso.

O percentual de não resposta varia na literatura científica. No ensaio clínico STEP 1, publicado em 2021 no The New England Journal of Medicine, cerca de 14% dos participantes tratados com semaglutida não perderam ao menos 5% do peso corporal. Já no SURMOUNT-1, estudo internacional com tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro), a taxa de não resposta foi de 9,1% entre os participantes que receberam a dose de 15 mg. Nas dosagens de 10 mg e 5 mg, os percentuais foram de 11,1% e 14,9%, respectivamente.

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