Novos estudos revelam mecanismos do lúpus, mas cura continua distante
Pesquisas recentes ajudam a entender como a doença autoimune se desenvolve e evolui ao longo da vida, enquanto tratamentos seguem focados no controle dos sintomas
Por Bruno Bucis, da Agência Einstein
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune multifatorial e complexa, capaz de afetar diferentes órgãos e se manifestar de formas muito distintas. Embora a ciência já saiba que há uma combinação de predisposição genética e fatores ambientais envolvidos em sua origem, ainda falta compreender completamente por que o sistema imunológico perde o equilíbrio.
“No lúpus, o organismo passa a produzir anticorpos contra seus próprios tecidos, como se confundisse o que é ameaça com o que é parte dele mesmo”, explica a reumatologista Isabella Monteiro, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia. “Esse erro desencadeia uma resposta inflamatória persistente, que pode atingir pele, articulações, rins, pulmões, coração e sistema nervoso.”