Novas vacinas contra chikungunya avançam no Brasil
Anvisa avalia imunizante sem vírus vivo, enquanto Butantan inicia produção nacional e pesquisadores da USP testam outra tecnologia em animais
Por Marília Marasciulo, da Agência Einstein
Há mais de uma década, o vírus da chikungunya vem chamando a atenção de autoridades de saúde no Brasil e no mundo. Confirmada em 2014 no país, a arbovirose — transmitida pela picada de fêmeas infectadas de mosquitos do gênero Aedes — tem sido cada vez mais comum em todas as regiões brasileiras. Daí os esforços em busca de uma vacina.
Neste ano, anúncios ligados a novos imunizantes aumentam as expectativas de melhorar a prevenção contra a doença. Em junho, a farmacêutica Eurofarma submeteu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de análise do imunizante “CHIKV VLP”, já aprovado para pessoas a partir de 12 anos nos Estados Unidos, na União Europeia, no Reino Unido, na Suíça e no Canadá. A vacina é aplicada em dose única e utiliza partículas semelhantes ao vírus da chikungunya, conhecidas pela sigla VLP.