Mulheres têm carga genética mais alta para depressão, conclui pesquisa
Metanálise com mais de 195 mil casos identifica variantes exclusivas em mulheres, descobre marcador inédito em homens e aponta caminhos para tratamentos específicos
Por Marília Marasciulo, da Agência Einstein
Mulheres carregam uma carga genética mais significativa para o Transtorno Depressivo Maior (TDM) do que homens. É o que indica a maior metanálise já feita sobre diferenças na depressão entre os sexos. Conduzido por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, e publicado na Nature Communications em agosto de 2025, o estudo analisou mais de 195 mil casos.
A pesquisa também identificou, pela primeira vez, uma variante genética associada à depressão exclusivamente em homens, localizada no cromossomo X, fornecido pela mulher no momento da concepção. Os autores observaram que as variantes que influenciam o TDM no sexo masculino são um subconjunto daquelas encontradas em mulheres, e que o sexo feminino apresenta uma sobreposição genética maior entre depressão e características como obesidade e síndrome metabólica.