Menos conhecidas, hepatites D e E também circulam no Brasil e preocupam
Revisão de 200 estudos reúne dados de mais de 14,5 milhões de pessoas e mostra que formas menos comuns da infecção podem estar subdiagnosticadas no país
Por Bruno Bucis, da Agência Einstein
Quando se fala em hepatite viral, os tipos A, B e C costumam ser os mais lembrados, mas eles não são os únicos capazes de causar a infecção no fígado. As hepatites D e E também circulam no Brasil e podem provocar complicações graves, embora ainda sejam pouco investigadas e diagnosticadas.
Uma revisão de 200 estudos liderada por pesquisadores do Einstein Hospital Israelita reuniu dados de mais de 14,5 milhões de pessoas para traçar um panorama das hepatites virais no país. Publicada na revista PLOS One em julho, a análise faz parte do projeto “Caracterização de Hepatites Virais em Populações Vulnerabilizadas”, desenvolvido pelo Einstein no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), para contribuir com a meta de eliminação das hepatites virais no país.