Leva remédios na bolsa? Como saber se é autocuidado ou hipocondria
Carregar medicamentos pode ser prudente, mas quando vira uma farmácia ambulante, o hábito pode indicar riscos à saúde física e mental
Por Léo Marques, da Agência Einstein
Uma dor de cabeça inesperada, uma crise de alergia ou uma cólica durante o trabalho. Ter um medicamento à mão para situações específicas parece uma medida de bom senso. O problema começa quando a necessidade de estar preparado para qualquer desconforto transforma bolsas, mochilas e até carros em pequenas farmácias móveis.
“Levar um ou dois medicamentos essenciais na bolsa, como um anti-histamínico para quem tem alergia grave ou broncodilatador para quem tem asma, é prevenção legítima”, aponta o cardiologista Murilo Meneses Nunes, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia. O sinal de alerta aparece quando a pessoa passa a carregar diversos medicamentos para sintomas hipotéticos e sente insegurança ao sair de casa sem eles. Analgésicos, antiácidos, anti-inflamatórios, remédios para dormir e outros itens passam a funcionar como uma espécie de seguro contra qualquer mal-estar futuro.