Fazer atividade física após diagnóstico de câncer pode aumentar sobrevida
Estudo com mais de 17 mil pessoas mostra que se manter ativo está associado a menor risco de morte, mesmo para quem era sedentário antes da doença
Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein
Os benefícios de uma rotina fisicamente ativa já são conhecidos por ajudar a prevenir o câncer. Mas há evidências de que ela também pode ser importante para prolongar a sobrevida após o diagnóstico da doença. Um estudo publicado em fevereiro no JAMA Network constatou que a prática de atividade física está associada a menor risco de morte em pacientes com diferentes tipos de tumor.
A pesquisa combinou dados de seis grandes estudos de saúde de longo prazo que incluíram mais de 17 mil sobreviventes de sete tipos de câncer: bexiga, endométrio, rim, pulmão, boca, ovário e reto. Foi analisada a quantidade de exercícios físicos praticados antes e após o diagnóstico (em média, 2,8 anos depois). Os pesquisadores ajustaram os dados para outros fatores, como idade, sexo, tabagismo e estágio do câncer. Ao comparar os níveis de atividade física antes e depois, constatou-se um padrão consistente: pessoas mais ativas apresentaram menor mortalidade relacionada à doença.