É possível fazer um “detox” de plástico? O que a ciência (ainda não) sabe
Apesar do alarde em torno dos possíveis riscos dessas substâncias à saúde, falta compreender melhor as relações de causa e efeito desse contato
Por Marília Marasciulo, da Agência Einstein
O documentário Detox de Plástico, lançado em março na Netflix, populariza a ideia de que seria possível fazer uma “limpeza” desse tipo de material no organismo com benefícios para a saúde. Contudo, por mais sedutora que essa hipótese pareça, o que a ciência discute hoje é se reduzir a exposição cotidiana a esses materiais e aos compostos associados a eles pode trazer algum benefício ao organismo — e quais seriam esses efeitos.
No filme, seis casais com dificuldades para engravidar passam 90 dias tentando reduzir drasticamente a exposição cotidiana a plásticos, sob orientação da epidemiologista reprodutiva Shanna Swan. A experiência se baseia em um estudo piloto real, publicado em março de 2026 na revista Toxics. Ao fim da intervenção, os participantes apresentaram redução nos níveis urinários de bisfenol A (BPA) e ftalatos, compostos químicos presentes em plásticos e embalagens.