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Cuidados com a saúde bucal podem ser desafio em crianças com TEA

Escovação difícil, seletividade alimentar, dor silenciosa e acesso limitado a especialistas tornam essencial a atuação integrada entre profissionais e famílias

14/05/2026 07h30 Atualizado há 16 dias

Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein

Cuidar da saúde bucal de crianças com transtorno do espectro autista (TEA) é, para muitas famílias, um exercício diário de paciência, adaptação e persistência. A escovação dos dentes, um hábito aparentemente simples, pode se transformar em um momento de tensão, muitas vezes marcado por resistência e choro. Embora dificuldades na higiene oral também possam ocorrer em crianças neurotípicas, no caso do autismo elas tendem a ser potencializadas por fatores sensoriais e comportamentais.

Entre os obstáculos mais frequentes estão a hipersensibilidade ao toque, ao sabor e à textura, além de dificuldades de comunicação e compreensão da rotina. “Muitas crianças não toleram a escova na boca ou não entendem a necessidade da higiene, o que torna o processo estressante para toda a família”, relata a cirurgiã-dentista Danielle Lima Correa de Carvalho, professora da graduação em Odontologia do Einstein Hospital Israelita. Isso pode levar ao desgaste emocional dos cuidadores e, em alguns casos, à negligência da escovação.

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