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Como o consumo de pornografia na adolescência impacta a saúde mental?

Conteúdo sexualmente explícito é associado a disfunção erétil, baixa libido, depressão e ansiedade, com riscos a curto e longo prazo

22/05/2026 07h30 Atualizado há 2 dias

Por Lucas Rocha, da Agência Einstein

A curiosidade pelo universo erótico acompanha a humanidade há séculos: de representações pré-históricas do corpo, passando por imagens sexuais em objetos de uso cotidiano nas civilizações antigas, até a emergência da pornografia como é produzida hoje, principalmente na forma de vídeos explícitos. O avanço tecnológico observado nos últimos 20 anos ampliou consideravelmente o acesso a esse tipo de conteúdo — assim como seus impactos na saúde.

Embora faltem estimativas robustas a níveis global e nacional, especialistas estimam que haja um aumento no consumo e que o contato com esse tipo de conteúdo acontece em idades cada vez mais jovens. O livro Handbook of Children and Screens (“Manual de Crianças e Telas”, em tradução livre, sem edição em português) destaca, a partir da literatura científica recente, que a maioria dos adolescentes já viu pornografia, e que mais da metade relata o primeiro contato antes dos 14 anos, intencionalmente ou não.

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