Canetas “emagrecedoras” podem influenciar a evolução do câncer?
Estudos sugerem que medicamentos como semaglutida e tirzepatida podem reduzir o risco da doença ou beneficiar pacientes oncológicos, mas são necessárias mais evidências
Por Moura Leite Netto, da Agência Einstein
Além dos já estabelecidos benefícios contra obesidade e diabetes tipo 2, os medicamentos agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida (popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”), podem estar associados à redução do risco de progressão de alguns tipos de câncer. Novos estudos apontam possíveis efeitos principalmente em tumores de mama, intestino, pulmão e fígado.
A obesidade é reconhecida como um fator de risco para diversos tipos de câncer. A perda de peso obtida por meio da cirurgia bariátrica, por exemplo, já havia demonstrado impacto positivo na prevenção da doença. Com a popularização dos agonistas do GLP-1, hormônio intestinal envolvido no controle da glicose e da saciedade, pesquisadores passaram a investigar se benefícios semelhantes poderiam ser observados também com as canetas. Elas são indicadas para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, já que ajudam a controlar a glicemia, reduzir o apetite e favorecer a perda de peso.