Cabeceios no futebol elevam risco de trauma craniano, sugerem estudos
Pesquisas investigam efeitos de impactos repetidos na cabeça mesmo sem concussão; mas análises ainda carecem de evidências em longo prazo
Por Marília Marasciulo, da Agência Einstein
Cruzamentos, escanteios e disputas pelo alto são jogadas clássicas do futebol. Na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, 25 dos 215 gols foram marcados de cabeça, segundo balanço da FIFA. Fora do campo, porém, a medicina esportiva investiga se a repetição desses impactos, mesmo sem concussão, pode estar associada a alterações cerebrais.
Parte da produção científica se concentra em exames de imagem que observam especialmente a substância branca, formada por fibras que conectam diferentes áreas do cérebro, e a substância cinzenta, que concentra corpos de neurônios e participa do processamento de informações. Alterações nessas regiões podem indicar mudanças na estrutura ou na comunicação cerebral, mas não significam, por si só, que o atleta terá sintomas ou desenvolverá uma doença neurológica.