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Planta da espécie "Tabernanthe iboga", nativa das florestas tropicais da África Central, dá origem à ibogaína.

Apesar das promessas, eficácia da ibogaína permanece cercada de dúvidas

Pesquisas indicam que o psicodélico pode reduzir fissura e sintomas de abstinência, porém faltam ensaios clínicos robustos para comprovar eficácia e segurança do tratamento

03/06/2026 07h30 Atualizado há 16 dias

Por Arthur Almeida, da Agência Einstein

Você já ouviu falar em ibogaína? Extraída das raízes do arbusto iboga (Tabernanthe iboga), espécie típica das florestas tropicais da África Central, trata-se de uma substância alcaloide psicodélica. Desde a década de 1960, tem sido estudada por propriedades terapêuticas que, se comprovadas, podem auxiliar na recuperação de casos de dependência química, estresse pós-traumático e depressão.

No final de abril, o composto ganhou destaque após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar uma ordem que libera financiamento para pesquisas sobre a ibogaína e acelera o processo de análise regulatória para a condução de ensaios clínicos. A medida representa a maior abertura do país aos psicodélicos desde o início da “guerra às drogas”, nos anos 1970, e ainda cria margem para a obtenção de dados robustos que podem favorecer pesquisas em todo o mundo.

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