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Câncer de cabeça e pescoço avança em mulheres e no Norte e Nordeste

Estudo analisou impacto da doença entre 1980 e 2023 e aponta que desigualdades e outros fatores mudaram o perfil dos pacientes no país

04/02/2026 07h30 Atualizado há 2 dias

Por Ana Andrade, da Agência Einstein

Um estudo recém-publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas identificou mudanças significativas no perfil da mortalidade por câncer de cabeça e pescoço no Brasil ao longo de 44 anos. Embora a doença continue mais frequente entre homens, houve um crescimento preocupante de óbitos entre mulheres, pessoas pardas e moradores das regiões Norte e Nordeste, evidenciando desigualdades.

A pesquisa avaliou dados de 1980 a 2023, com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, disponíveis por meio do DATASUS. A investigação revela que as disparidades socioeconômicas e geográficas são determinantes no desfecho da doença. Embora o Brasil tenha registrado avanços significativos no controle desse tipo de câncer entre homens brancos nas regiões Sul e Sudeste, o cenário é oposto para outros grupos: houve um aumento de mortes entre mulheres, pessoas pardas e populações no Norte e no Nordeste.

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