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Gestação de homens trans escancara lacunas no acesso à saúde reprodutiva

Mesmo com avanços recentes nas políticas públicas, muitos indivíduos ainda sofrem com o preconceito e a exclusão, que dificultam um pré-natal digno e de qualidade

29/01/2026 07h30 Atualizado há 2 dias

Por Arthur Almeida, da Agência Einstein

Apesar do aumento na visibilidade das gestações de homens transgênero nos últimos anos, com notícias e representações em novelas, a discussão ainda se limita a histórias individuais. Como consequência, esses casos tendem a parecer raros e até curiosos, escondendo a desigualdade no acesso à assistência médica qualificada e ao direito reprodutivo.

Uma pesquisa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) verificou que o atendimento à gestação transmasculina é marcada por invisibilidade institucional, fragilidade das evidências clínicas e despreparo generalizado dos serviços de saúde. Publicada em maio de 2025 na revista Physis, a revisão destaca a ausência de divulgação de diretrizes específicas para o acompanhamento dessa população, o que gera práticas inadequadas ou excludentes.

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