Uso de melatonina não é inofensivo e pode ser arriscado em longo prazo
Embora tenha autorização da Anvisa para ser comercializada sem prescrição, a falta de orientação médica pode causar uma série de prejuízos à saúde
Por Arthur Almeida, da Agência Einstein
Disponível em comprimido, gota e até bala de goma, a melatonina tem ganhado cada vez mais espaço nas gôndolas das farmácias, graças à alta procura por soluções rápidas para noites maldormidas. O problema é que, apesar de parecer inofensivo, o suplemento não é recomendado para qualquer pessoa, e seu uso sem indicação e acompanhamento pode trazer consequências à saúde.
Um estudo apresentado em novembro de 2025 nas Sessões Científicas da Associação Americana do Coração (AHA),nos Estados Unidos, sugere que o uso prolongado da melatonina pode estar relacionado a um maior risco de adultos com insônia crônica desenvolverem doenças cardiovasculares. O trabalho analisou mais de 130 mil prontuários, comparando indivíduos que utilizaram a substância por pelo menos um ano com um grupo que nunca aderiu ao tratamento.