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Sem respaldo, exames de sangue para detectar câncer precoce ganham espaço

Testes têm se popularizado nos Estados Unidos, apesar de limitações técnicas e dos riscos de prejudicarem medidas preventivas já consolidadas

27/01/2026 07h30 Atualizado há 4 dias

Por Bruno Pereira, da Agência Einstein

Exames de sangue que prometem detectar múltiplos tipos de câncer antes mesmo do surgimento de sintomas têm se popularizado nos Estados Unidos, apesar de ainda serem considerados experimentais e não terem a aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência regulatória do país. O mais conhecido deles é o Galleri, disponível no mercado estadunidense desde 2021. Segundo a Grail, empresa de biotecnologia que criou o teste, já foram realizados mais de 400 mil procedimentos do tipo nos EUA.

O Galleri faz a análise de fragmentos de DNA tumoral circulante no sangue com objetivo de identificar sinais de diversos tipos de câncer. A fabricante afirma que ele pode detectar até 50 tipos de neoplasias, o que poderia ajudar a filtrar quem precisa de um rastreio mais profundo. Na prática, contudo, não é bem assim. “O tumor tem assinaturas genéticas que circulam pelo organismo como proteínas, que podem nos ajudar a detectar doenças precocemente. Uma ferramenta de detecção precoce multicâncer, portanto, é uma ótima ideia e adoraríamos tê-la a nossa disposição. Por ora, porém, ainda não há evidências científicas de que ela possa ser usada na rotina”, avalia o oncologista Diogo Sales, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

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