Ano atípico expôs nova dinâmica das doenças respiratórias no Brasil
Com sinais de alívio no início de 2026, especialistas avaliam como vacinação e vigilância serão decisivas para os próximos meses
Por Marília Marasciulo, da Agência Einstein
O ano de 2025 foi marcado por um cenário atípico para as síndromes respiratórias agudas graves (SRAGs) no Brasil, com alta intensidade e circulação prolongada de vírus respiratórios muito além do período sazonal esperado. O resultado foi um quadro de imprevisibilidade e sobrecarga do sistema de saúde, fora do calendário tradicional para essas doenças.
Os boletins do InfoGripe, plataforma do Sistema Único de Saúde (SUS) que monitora os casos de SRAG no país, registraram números elevados de hospitalizações e óbitos, além de um fenômeno incomum no padrão brasileiro: duas ondas de influenza A no mesmo ano, que se estenderam pela primavera e pelo verão. A Covid-19 manteve impacto relevante na mortalidade, sobretudo entre idosos, enquanto outros vírus respiratórios continuaram a pressionar as internações, especialmente entre crianças.