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Por que diagnosticar e tratar a endometriose é um desafio da medicina

Apesar de avanços científicos, doença que afeta milhões de mulheres é frequentemente diagnosticada tarde e tem limitações importantes no tratamento

06/01/2026 07h30 Atualizado há 51 dias

Por Marília Marasciulo, da Agência Einstein

Cólicas incapacitantes, dor crônica e dificuldade para engravidar fazem parte da rotina de quem vive com endometriose. A doença afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e entre 5% e 15% no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. O diagnóstico pode demorar anos e não há cura, apesar de avanços no tratamento e no entendimento de seus mecanismos biológicos.

A endometriose se caracteriza pela presença de tecido semelhante ao endométrio, o revestimento interno do útero, fora da cavidade uterina. Essas células podem se implantar nos ovários, nas tubas uterinas, no intestino ou no peritônio (membrana abdominal) e reagem aos hormônios do ciclo menstrual da mesma forma que o endométrio intrauterino: crescem, se rompem e sangram. Fora do útero, porém, esse sangramento não tem como ser expelido, o que provoca inflamação, aderências e dor.

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