
Estudo propõe exame de sangue na atenção básica para diagnóstico de Alzheimer
Doença é o tipo de demência mais comum no Brasil; a maioria dos pacientes é diagnosticado quando o estágio já está avançado, o que dificulta o tratamento
Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein
Um dos maiores desafios para o tratamento da doença de Alzheimer no Brasil é conseguir fazer o diagnóstico precoce. Além da escassez de médicos especialistas, o custo dos exames disponíveis ainda é muito elevado e eles são realizados por poucos laboratórios. Por aqui, oito em cada 10 pessoas com demência não são diagnosticadas e, portanto, não fazem nenhum tratamento, segundo o Relatório Nacional sobre Demências no Brasil (RENADE). O Alzheimer é o tipo de demência mais comum, representando cerca de 80% dos casos.
Agora, um estudo apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, realizada em julho nos Estados Unidos, sugere que a implementação de um exame de sangue de alta precisão na atenção primária de saúde pode funcionar para identificar pacientes com potencial doença de Alzheimer mais cedo, chegar ao diagnóstico mais rápido e iniciar o tratamento precocemente.