Multiômica amplia precisão no diagnóstico e tratamento do câncer
Ao combinar diferentes camadas moleculares, a abordagem permite refinar diagnósticos e personalizar tratamentos, mas ainda enfrenta desafios de custo e padronização
Por Marília Marasciulo, da Agência Einstein
A integração de diferentes componentes moleculares — como DNA, RNA, proteínas e metabolismo — está ampliando a precisão no diagnóstico e no tratamento do câncer. Conhecida como multiômica, essa abordagem inovadora ajuda a entender não apenas as alterações genéticas, mas também como elas se organizam, interagem com o organismo e influenciam a resposta a terapias.
O termo deriva do sufixo “-ômica”, usado nas ciências biológicas para designar o estudo de conjuntos de moléculas ligados ao funcionamento das células. Na oncologia, a abordagem multiômica é usada para observar diferentes aspectos de um tumor, indo além da genética isolada e incorporando aspectos funcionais e ambientais que influenciam sua evolução.