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Herpes congênita faz bebês ficarem mais tempo na UTI, aponta estudo

Levantamento aponta maior frequência média de uso de UTI e de custo de tratamento no SUS devido à doença, apesar da média baixa de casos

10/04/2026 07h30 Atualizado há 26 horas

Por Bruno Bucis, da Agência Einstein

A infecção neonatal pelo vírus herpes simples está entre as condições mais graves que podem acometer um recém-nascido. Nos casos da chamada herpes congênita, a transmissão se dá durante a gestação ou no parto. E, ao contrário das lesões causadas em adultos, nos pequenos a doença é grave. No Brasil, é a infecção congênita que mantém bebês mais tempo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Essa é a conclusão de uma análise conduzida pelo Centro de Estudos e Promoção de Políticas de Saúde (CEPPS), do Einstein Hospital Israelita, e publicada em fevereiro na revista Antimicrobial Stewardship & Healthcare Epidemiology. Embora tenha proporcionalmente menos casos em relação a outras infecções transmitidas de mãe para filho (como a sífilis), a herpes responde por 32% da ocupação dos leitos de UTI neonatal no Sistema Único de Saúde (SUS) por infecção congênita.

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